5G e seu padrão pelo mundo

Autor: Telium Networks, 09/06/2020 às 10:18

Se você utilizou a internet no celular na última década, com certeza está familiarizado com as letras e números G, E, H, H+, 3G e 4G, certo?

E sabe também que dependendo do qual estiver aparecendo no topo do display do seu celular, sua experiência com a internet pode ser rápida e agradável ou extremamente lenta e irritante.

Isso acontece porque essas letras diferenciam o tipo de conexão e consequentemente a velocidade da sua internet móvel.

Cada uma delas tem um significado e limite possível de velocidade:


  • G: General Packet Radio Service (Serviço geral de pacotes de rádio) com velocidade máxima de 80Kb/s;

  • E: Enhanced Data Rates for GSM Evolution (Taxas de dados aperfeiçoadas para GSM), uma evolução do sistema anterior, chegando à 236Kb/s;

  • H e H+: High-Speed Downlink Packet Access (Pacotes de acesso de alta velocidade), é derivado do 3G, e possuem velocidades máximas de 43Mbit/s para o H e 168Mbit/s para o H+;

  • 3G: O 3 representa a terceira geração da tecnologia “G” e permite velocidades de até 144Mbit/S;

  • 4G: Quarta geração da tecnologia “G” com velocidade máxima de até 1Gbit/s.

Para alcançar as velocidades máximas não basta apenas a disponibilidade de sinal da tecnologia, mas também um celular compatível com as velocidades de pico. Atualmente, o formato mais utilizado é o 4G, porém, isso está para mudar.

5G

As pesquisas com o formato 5G foram iniciadas em 2008 com a formação de um programa Sul-Coreano de desenvolvimento, e em 2013, a Samsung afirmou ter desenvolvido o primeiro sistema 5G do mundo.

Seguido a este anúncio, Índia e Israel começaram a trabalhar no desenvolvimento de tecnologia 5G, e em 2015 pesquisadores da universidade de Surrey, no Reino Unido, conseguiram enviar dados à velocidade de 1 Terabit por segundo, ou seja, 65mil vezes mais rápido que a média dos downloads em 4G.

Somente as taxas de download já são suficientes para mostrar o porquê de a indústria estar tão interessada na disponibilidade da tecnologia, porém, suas possibilidades não param por aí.

 

O 5G fora da telefonia

Além das velocidades absurdas, o outro grande atrativo do 5G para o mercado é a sua grande capacidade de conexões.

Em um mundo onde cada vez mais dispositivos estão conectados à internet, uma tecnologia que suporte esse número colossal de dispositivos conectados torna-se necessária.

O conceito “Smart” é algo que está em constante desenvolvimento, se alguns anos atrás uma “SmartTV” era algo incrível, hoje temos “SmartGeladeiras”, “Smart Micro-Ondas” e a ideia de “Smart Casa” já é utilizada em alguns lugares.

Sim, existem casas que estão completamente integradas à internet, possibilitando que seus residentes controlem as mais diversas funções remotamente, preparando banhos e lanches muito antes de chegarem em casa.

Não está distante a possibilidade de estar conectado a praticamente tudo!

 

Polêmicas e conspirações

Como toda novidade, o 5G chegou envolto de polêmicas, algumas delas são preocupações sérias enquanto outras são um tanto humorísticas.

Uma das preocupações sérias é a de como as ondas chamadas “milimétricas”, padrão utilizado pela tecnologia, afeta a saúde das pessoas, uma vez que a distância que elas percorrem é curta, exigindo mais pontos de conexão, e consequentemente, maior exposição do público.

Baseados em um estudo produzido pela Agency for Research on Cancer, braço da OMS, que diz que frequências entre 30 KHZ e 300KHZ podem produzir efeitos cancerígenos em caso de alta exposição, um grupo de pesquisadores pediu mais pesquisas antes da aprovação comercial do formato 5G. Até o momento, porém, não há dados que mostram riscos à saúde causados pelas ondas 5G.

Outro risco sério alertado é a vulnerabilidade das redes, o que foi minimizado pelo analista e pesquisador bielorrusso Evgeny Morozov, autor da coleção de ensaios “Capitalismo Big Tech”, que disse que as redes já são vulneráveis e agências como a NSA americana já sabem como monitorá-las, tornando a preocupação desnecessária.

No lado mais humorístico, há grupos de pessoas que acreditam que a COVID-19, doença causada pelo vírus Sars-Cov2, é causada pelas torres de 5G, e engajaram em ataques terroristas para destruir e queimar torres 5G, sendo que não há e nunca houve qualquer correlação entre frequências de onda e moléstias causadas por vírus, sendo duas coisas muito distintas. Porém, graças a notícias maliciosas, existem pessoas que acreditam nesta falsa correlação.

 

5G no Brasil

Internet rápida, maiores possibilidades de acesso e interconectividade, é claro que estamos ansiosos pela tecnologia, porém, sua implementação no Brasil ainda deve demorar um bom tempo.

Atualmente, no país, o formato anterior, o 4G, ainda está engatinhando, estando presente apenas em pólos mais desenvolvidos no país e com pouca ou nenhuma cobertura em zonas mais afastadas.

Outro motivo, é que o tamanho continental do país torna difícil a implementação de torres 5G.

Assim, nos próximos anos, apenas algumas poucas regiões urbanas devem ver a possibilidade da tecnologia 5G ser implementada, enquanto o resto do país ainda deverá esperar um bom tempo.



Alternativas rápidas

Para aqueles que desejam ou necessitam de alta velocidade, é possível tê-la disponível em ponto físicos com a fibra ótica e a distribuição via roteadores wi-fi. A fibra atualmente é a melhor solução em quesito de segurança, estabilidade e velocidade de conexão. Caso haja dúvidas, temos vários artigos sobre o tópico e uma equipe pronta para atendê-lo.

 

Quanto ao 5G, nos juntamos a todos vocês na ansiosa espera pela nova tecnologia.

 

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